sábado, 6 de março de 2010

CAMISA PET! Como isso é possível?

A alguns dias a Nike apresentou para o mundo a nova camisa da Seleção Brasileira, com uma novidade invisível aos olhos dos consumidores e torcedores brasileiros.  Na embalagem da camisa já é possível observar do que se trata esse novidade “8 garrafas de plástico recicladas: 1 camisa de futebol”.

Pois é, a camisa é fabricada a partir de garrafas PET recicladas. Não só a camisa do Brasil, mas acho q todas q disputarão a Copa do Mundo (Holanda, EUA, Portugal, etc). No Blog da Pimenta (http://blogdapimenta.wordpress.com/2010/03/04/show-de-bola-antes-mesmo-da-bola-rolar/), este qual foi indicado pelo meu amigo Rodolfo Yamada pelo Twitter (@rodolfo_yamada)  vcs poderão ver mais detalhes do trabalho de Marketing feito em cima dessa novidade, que ficou bem bacana por sinal.

Mas eu estou aqui para tentar resumir em poucas palavras como isso pode ser feito, considerando que o assunto cai como uma luva (ou como uma camiseta) pra um Engº Têxtil q tem um blog, certo? Mas antes de tudo, não considerem esse avanço na tecnologia têxtil um incentivo a consumirem mais produtos em garrafa PET, por favor. Esse material que tornou tudo mais prático, fácil e barato pra todos está ajudando e muito para ferrar com o meio ambiente.

Pois bem, o processo é simples e creio q é mais fácil ir por etapas, sem muitos detalhes, mesmo porque não temos muito espaço e tempo para eles, correto?
1º - Coleta, pré limpeza e separação das garrafas PET em cores. Após isso elas são prensadas e fardadas para a próxima etapa.


2º - Trituração e tratamento das garrafas p/ se garantir uma melhor limpeza dos flakles, que são como são chamados os pedacinhos resultantes da trituração das garrafas.

3º - Fusão (derretimento) dos flakes + mistura com outros produtos = polímero (material plástico em pasta). Essa etapa deve ser feito no topo de uma torre de aprox. 5 andares.

4º - Extrusão do polímero em fieiras formando filamentos.
Obs.: A grosso modo a fieira funciona como um chuveiro, onde o polímero é a água na caixa d’água e cada buraquinho do chuveiro corresponde a um buraquinho da fieira. Na medida q o polímero é pressionado nessa fieira vão saindo filamentos em conjuntinhos formando uma corda (como na foto abaixo), como se fossem os fios de água do teu banho.

5ª – Resfriamento dos filamentos, estiragem...onde o filamento é “esticado” para se obter a finura desejada (tb chamado de “título”) e para ganhar resistência e frisagem...tecnicamente chamado de crimpagem, onde os filamentos perdem aquela aparência lisa e ganham “ondinhas”.
Caso queira trabalhar com os fios em forma de filamentos contínuos, é só enrolar em bobinas e vender. Há a opção de se cortar esse filamento em fibras descontínuas (igual às fibras de algodão), enfardar e vender às fiações tradicionais.

Uma vez feito o fio, é só utilizá-lo na malharia como um fio normal, depois tingimento (pode-se adicionar o corante antes tb, qdo ainda polímero), confecção, etc. É claro q não será a mesma coisa q um material virgem, então provavelmente a Nike fez algum tipo de tratamento especial para poder ser usado em uniformes de alto desempenho, necessário para a prática esportiva.

 


Legal né?
Mas prefiro a camisa do Corinthians! rs

Tá então?
Então tá!
PMN

3 comentários:

  1. Cara
    que bacana , assim a natureza nao fica tao agredida! com tanto lixo(garrafas)
    tudo se reaproveita tudo se recicla!!

    ResponderExcluir
  2. Japinha, to aqui... Adoro seu blog! bjus

    ResponderExcluir